CNN Brasil
António José Seguro, de 63 anos, venceu as eleições presidenciais de Portugal neste domingo (8). Ele disputou o cargo com o candidato de direita, André Ventura.

A posse será no dia 9 de março. Durante a campanha, Seguro se apresentou como a “opção segura” para comandar o país.
✅ Clique aqui e siga o Sétima Hora no instagram
✅ Clique aqui e ouça a programação da Rádio Sétima Hora – ¨O seu jeito de rádio na internet¨
Essa foi a primeira vez em 40 anos que Portugal teve um segundo turno nas eleições, o que reflete a fragmentação do panorama político.
A votação aconteceu no momento em que o país é tomado por tempestades, que levaram três câmaras municipais no sul e centro de Portugal a adiar as votações por uma semana devido às inundações. O adiamento afeta cerca de 37 mil eleitores registados, ou 0,3% do eleitorado.
Embora a presidência portuguesa seja um cargo em grande parte “cerimonial”, detém um peso político significativo em momentos de crise, uma vez que o chefe de Estado pode dissolver o Parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar legislações.
Portugal – Histórico do presidente eleito
Há políticos que se constroem pelo palco. Outros, pelo tempo. António José Seguro pertence à segunda categoria. Fora do centro do poder há anos, regressa à política pela porta grande, e com uma credencial cada vez mais escassa na Europa: a de um democrata testado pela adversidade e sem dependência do espetáculo.
Leia também:
Como líder do Partido Socialista, Seguro fez uma escolha que o marcou — e o engrandeceu. Aceitou eleições diretas internas quando não era obrigado a fazê-lo. O gesto custou-lhe o cargo de primeiro-ministro em potência, mas fixou algo mais duradouro: a imagem de um democrata que coloca o processo acima do cálculo pessoal. Num tempo em que líderes se agarram às regras quando lhes convêm e as rasgam quando atrapalham, essa decisão envelheceu bem.

