CNN Brasil
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou um pedido da PF (Polícia Federal) para quebrar o sigilo do empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com isso, os policiais responsáveis por investigar o esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) poderão ter acesso a dados fiscais, telemáticos e bancários do herdeiro do chefe do Executivo.
A PF quer aprofundar as apurações para identificar se o filho de Lula era sócio oculto de Antônio Antunes, chamado de Careca do INSS, considerado principal operador do esquema.
O caso corre sob sigilo. O nome de Lulinha teria surgido por relatos de pessoas que são alvos de investigação neste inquérito. A informação consta em depoimento prestado à Polícia Federal por uma testemunha, posteriormente encaminhado à CPMI. O relato foi feito por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma ser perseguido pelo antigo empregador. Segundo ele, o empresário teria pago R$ 25 milhões a Fábio Luís, além de repassar aproximadamente R$ 300 mil mensais. O depoimento não detalha a moeda utilizada na suposta transferência de R$ 25 milhões.
A quebra foi autorizada antes da decisão da CPMI do INSS de quebrar o sigilo de Lulinha.
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Logo depois da aprovação dos requerimentos, parlamentares alinhados ao governo foram até a mesa da presidência da comissão, dando início a uma confusão marcada por gritos, ofensas e agressão física. Os trabalhos chegaram a ser suspensos por 15 minutos. Imagens registraram empurra-empurra entre os deputados Rogério Correia (PT) e Luiz Lima (Novo). Lima afirmou ter recebido um soco de Correia, que reconheceu a agressão e pediu desculpas.

